quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Ano Novo: cá dentro ou lá fora?

A equipa do ABC da Informação questionou algumas pessoas sobre as suas opções para a passagem de ano. Ouça as respostas:



Também captamos algumas fotografias, em Bristol e em Paredes de Coura. Veja-as em baixo:

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Jovens de Paredes de Coura passam o ano no Xapa's

Paredes de Coura, Quarta-Feira, 21h30m. O frenesim, ainda que pouco, começa-se a sentir nos arredores da vila. É a ultima noite do ano, toda a gente quer sair para festejar. As opções não são muitas, alem do baile organizado pela Câmara Municipal, as escolhas dividem-se pelos poucos bares da vila. Mesmo assim, o destino é o Xapa’s Bar, um bar no centro da vila, na conhecida “Rua Principal”. Apesar de pequeno, é ali que a noite dos jovens se passa.

Aos poucos, as pessoas vão chegando, sozinhas ou acompanhadas, começam-se a juntar naquele que, segundo João Mendes, 24 anos, “é o melhor bar de Coura”. Nem o frio nem a chuva ameaçam estragar a noite. Os diversos grupos de amigos dispersam-se entre o bar, a rua por onde não passa trânsito e o salão de jogos, mesmo em frente ao bar. Para já, está tudo muito calmo... “Ainda é cedo, é a hora do cafézinho e de pôr a conversa em dia”, explica Paulo Viana, proprietário do estabelecimento. “Hoje, espera-se mais gente do que o normal, sai sempre mais gente e o ânimo é sempre maior. É um dia de festa!”, acrescenta.

Quando confrontados com a questão de sair de Paredes de Coura para festejar noutro lado qualquer, a resposta é unânime. Filipe Ribas explica: “Não vale a pena sair daqui, aqui estou com os meus amigos e com pessoas que conheço; além disso, se sair não posso beber por ter de conduzir”. Cátia Viana partilha a mesma opinião de Filipe: “se sair não vou ver nem ter nada de novo, então porque não passar o ano no sitio onde estou sempre e onde me sinto bem?”.

Quem já está fora, por motivos académicos ou profissionais, aproveita estes dias para estar em Coura e matar saudades daqueles que normalmente estão longe. Esta noite não é excepção. “Eu estudo em Coimbra e nestes dias quero é estar em Coura, mesmo sendo Passagem de Ano”, conta Ana Lages.

Meia-noite. Nem o fogo de artifício afasta os mais entusiastas do bar. A Xapa’s está cheio, assim como a rua. Com o passar das horas, o amontoar de pessoas aumenta e o estreito corredor que liga a entrada do bar à pequena sala de estar enche-se. Os empurrões sucedem-se e a agitação cresce à medida que o consumo do álcool aumenta. A euforia está instalada.

Dentro do Xapa’s juntam-se as raparigas que, ao som da música, ocupam a sala, transformando-a numa pista de dança. Do outro lado do balcão, à entrada do bar, e espalhados pela rua estão aqueles que pouco ligam à música, juntam-se em pequenos grupos em animadas conversas. Os copos estão sempre cheios e, no meio de tanta conversa, nem notam aquilo que bebem. “Isto é ver quem carrega mais”, brinca Tiago Silva, 27 anos. ‘Carregar as baterias’ é a expressão usada por estes lados para definir o acto exagerado de beber, ou seja, embebedar-se. “Lá dentro é para as moças, elas que dancem os chiringuitos (música espanhola), que nós ficamos por aqui a falar e a ver o que se passa”, diz Carlos Manuel, 30 anos, entre um copo e outro.

A hora do fecho aproxima-se. Paulo Viana comenta que apenas tem licença ate às 3 da manhã. No entanto, ir para casa não é opção. “É passagem de ano, daqui ainda vamos bombar para a DK”, brinca Bruno Carradas.

Apesar de pequena e pacata, ainda existem algumas opções na vila para continuar a noite.

“Nós vamos para o Pub, ide lá ter”, grita de longe Tiago Silva para o resto do grupo que ficou para trás. Normalmente, o Pub é o principal destino daqueles que estiveram no Xapa’s. “O Pub é um sítio onde, além de podermos estar a vontade, a falar e a brincar, podemos comer. Se bem que hoje é mais para dançar e beber”, explica Tiago.

Os mais animados continuam a noite na DK, uma nova discoteca que abriu e que, segundo Bruno Carradas, “apesar de não ser nada de mais, dá sempre para continuar a noite de uma forma enérgica”.

Tradições gastronómicas imperam no Réveillon familiar

A passagem de ano, para alguns, pode ser considerada símbolo de grandes gastos em festas pomposas e viagens para destinos de sonho. Mas para a maior parte dos portugueses, esta noite de Réveillon foi de crise, por isso, muitos optaram por ficar em casa e comemorar em família.

“Em família é tudo muito mais divertido e gastamos menos dinheiro”: esta é a convicção de Margarida Moreira que, para o jantar da passagem de ano, preparou um cheiroso bacalhau com batatas cozidas e couves. “É uma tradição, e todos os meus filhos e netos gostam deste prato, especialmente quando é cozinhado por mim”, garantiu a sexagenária.

Os filhos, noras, genros e netos juntam-se à mesa, e nestes dias de festa a casa “está sempre cheia”, para alegria da matriarca da família. São 20 pessoas. As conversas paralelas confundem-se com o barulho dos talheres e o cheiro das iguarias, e todos se mostram satisfeitos por poderem estar juntos na passagem de 2008 para 2009.

Quando acaba o jantar, a mesa comprida enche-se novamente, desta feita com os doces. E esses são de todas as qualidades, feitios e gostos, mas sempre se mantém a tradição com o Bolo-Rei e o Pão-de-Ló, “que não podem faltar”, acrescenta Margarida.

Junto com os doces vão aparecendo também os jogos como o Loto, ou as cartas. Os jogos variam consoante a idade, mas a animação está sempre presente.

Comida, Bebida, jogos e muita conversa parecem ser os elementos chave desta passagem de ano em família.

Mas o momento de euforia vem com a meia-noite e a passagem de ano familiar ganha mais calor com os gritos da contagem decrescente. Nos primeiros segundos do ano, são comidas as uvas passas, regadas com muito champagne e uma tradição especial.

“Com a entrada do ano, escorraçamos o ano velho com o bater de tachos e panelas”, afirmou Margarida.

Mas a festa não acaba ali e normalmente, naquela noite Margarida e o marido não ficam sozinhos em casa, como acontece no resto do ano. Assim, dormem na companhia dos netos, que cumprindo também as suas tradições passam o resto da noite juntos a ver filmes.

Ano Novo: Ingleses aproveitam festas para ficarem bêbados

Grande maioria dos jovens celebra a passagem de ano em festas com amigos

Em Inglaterra, alguém que não esteja habituado a baixas temperaturas surpreende-se sempre que vai ao pub ou à discoteca, à noite. Apesar do frio intenso, as jovens vestem roupas mais adequadas ao Verão. Vestidos, saias e tops são os adereços preferidos. O frio não é obstáculo. Na passagem de ano, em Bristol, o cenário mantém-se. A equipa do ABC da Informação esteve hospedada no hotel Ibis de Bristol, entre os dias 31 de Dezembro de 2008 e 1 de Janeiro de 2009. Acompanhou de perto a passagem de ano num espaço de diversão nocturna e, antes disso, tentou perceber de que modo os britânicos mais novos e mais velhos encaram a o evento.

Escurece cedo, em Bristol. É assim em todo o país: por volta das cinco da tarde, já é noite. Daí que os ingleses tenham um modo de vida bastante diferente do dos portugueses: jantam cedo, saem cedo e vão embora cedo, porque os espaços nocturnos encerram quase todos às duas da manhã. Uma curta caminhada até ao restaurante pela cidade portuária encontra dezenas de jovens nas ruas. Roupas garridas, com feitios e desenhos estranhos, contrastam com algumas indumentárias mais sóbrias. Regra geral, ninguém tem mais de uma camisola e um leve casaco, apesar de se registarem temperaturas negativas. Os espaços de fast-food estão, pois, repletos de jovens.

Após o jantar (ou a espécie de), o ritual dita, tal como em Portugal, uma ida até ao café – neste caso, ao pub. Lá, já se encontram mais pessoas. Jovens, na sua maioria. Algumas raparigas, já com os copos, dançam em cima das mesas para gáudio dos colegas. A cerveja não é muito cara, comparando com os preços de Portugal. Daí que se perceba por que razão parecem os ingleses estar sempre alcoolizados.

O caminho para a discoteca está, agora sim, com bastantes sujeitos sentados. Alguns cambaleiam. "Do you have a smoke?", pergunta um deles, com calças justas e t-shirt dos Ramones por baixo de uma camisa aos quadrados. O ABC da Informação diz que não, e o rapaz pede a outra pessoa. Na Carling Academy, em Bristol, a fila é extensa. A revista minuciosa, como não se vê aqui: é necessário retirar todos os objectos dos bolsos e o casaco, como nos aeroportos. Com oferta de uns óculos 3D, o recinto não conhece grande animação por volta das 11 da noite.

Entram em cena DJs de música indie. Passam 10 minutos das 11, e a pista enche-se. É impossível conversar; qualquer tentativa de o fazer resulta em danos nos ouvidos do receptor, e em esforço elevado na voz do locutor. Cheira a bebidas alcoólicas e o chão, em alguns locais, está pegajoso. Faltam três minutos para a meia-noite quando o DJ passa Chelsea Dagger, dos Fratellis. O espaço vive o segundo clímax mais intenso da noite: ninguém se consegue mexer no meio da pista. Todos cantam e dançam: em conjunto, necessariamente, porque a massa humana é, neste momento, homogénea.

Na contagem decrescente para a meia-noite, o Big Ben é projectado nos ecrãs do espaço. Quando soa a primeira badalada, há confetis espalhados pelo ar, prateados, e todos se abraçam, enquanto a música é de novo retomada. A baixa temperatura lá fora contrasta claramente com a que se sente no meio da pista. No fundo, o resto da noite é semelhante à de qualquer discoteca portuguesa, com a excepção de terminar abruptamente às 4 da manhã, enquanto que em Portugal tal só aconteceria às 6, 7 da manhã.

As ruas estão cheias de gente. Contente. A equipa do ABC da Informação é de novo abordada; desta vez, pedem-nos um isqueiro. A resposta é, de novo, negativa. Ao pé do hotel, está montada uma enorme operação policial, com a brigada de intervenção e cães-polícia. Os distúrbios provocados por um grupo de jovens obrigou o hotel a chamar as autoridades, e ninguém entra no hotel sem ter o cartão do quarto. A confusão continua durante mais meia-hora. No quarto, a noite termina com um programa caseiro: a ver televisão.

Ingleses optam por estar junto dos amigos


O ABC da Informação esteve em Hereford, onde conversou com três pessoas sobre as suas escolhas para a passagem de ano.

Robert Black, de 56 anos, revelou ao ABC da Informação que, quando era mais novo, costumava passar o ano com os amigos, em grandes festas na casa de algum deles. No entanto, o inglês considera que actualmente, o que interessa é apanhar a bebedeira, em casa de amigos ou em discotecas.

Jim Ross, de 29 anos, entrevistado ao final de uma noite, confessou que apenas tem interesse em ficar alcoolizado.

Natalie Cardall, de 18 anos, desvendou que prefere ficar em casa a festejar com os amigos, e não gosta muito de sair para espaços de diversão, por estarem "muito cheios". Apesar disso, comunga a opinião geral: "estar com os amigos e apanhar a bebedeira" é o que mais gosta de fazer, independentemente da ocasião.


Ouça o podcast acima. As entrevistas seguem a ordem acima exposta

Agência de viagens fala em decréscimo de viagens no Réveillon


Consulte os diapositivos acima, para obter dados mais rigorosos do estudo

O ABC da Informação contactou a agência de viagens Impacto Tour para tentar obter um esclarecimento quanto às viagens feitas pelos portugueses para celebrar o Ano Novo. A tendência, segundo revelou Susana Couto, representante da empresa, é que estas viagens se realizem cada vez menos: "Tem havido um decréscimo, pelo menos no nosso mercado".

A crise financeira está a afastar potenciais clientes, a fazer fé no retrato de Susana do viajante-tipo: "Aqueles que viajam para celebrar o réveillon são, na sua maioria, pessoas com idade entre os 35 e os 70 anos, pertencentes à classe média-alta". Fica claro que este tipo de viagens não é para todas as carteiras, até porque os destinos mais escolhidos para fazer a passagem de ano, "Madeira e Brasil", têm preços que rondam, respectivamente, os 900 e os 1.400 euros.

Estas declarações são corroboradas por um estudo do Eurostat, o indicador estatístico europeu. Esse estudo, de 2006, revela as preferências dos europeus em termos de férias. Entre os principais dados recolhidos pelo estudo, referente ao ano de 2004, está o facto de os portugueses serem dos europeus que menos viajam para o estrangeiro nas suas férias: a percentagem dos que o fazem é de 22,6 por cento, bem longe da média europeia (43,1).

Viagens vendidas nesta altura incluem pacote completo

O estudo indica ainda que na altura da passagem de ano (Época Baixa), os portugueses viajam muito pouco, quando se trata de viagens de quatro ou mais noites: apenas 12,3 por cento o fazem. Os portugueses são também dos que mais usam o carro para viajarem.

Segundo a representante da agência, também os destinos portugueses (continentais) são escolhidos: "Óbidos, Algarve, Lisboa (Zona de Cascais) e Sesimbra", adianta Susana Couto. Em todas estas compras, os clientes procuram mais que a viagem: "Procuram um pacote completo, com hotel, ceia de réveillon, espectáculo...", completa.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Análise do site do semanário SOL

Este portal é claramente diferente da generalidade dos sites de jornais portugueses e estrangeiros. Para além de apresentar um grafismo bastante inovador, com cores vivas, apresenta ainda uma barra de botões, do lado esquerdo, que faz lembrar uma pasta com vários separadores.

As notícias em destaque não apresentam tamanhos diferentes. Na verdade, a página inicial apenas apresenta duas notícias, uma nacional e outra internacional, e uma imagem enorme, com destaque. Ou seja, mal se chega ao site do Sol, apenas encontramos duas notícias com destaque, e uma barra temática do lado esquerdo. No topo, está uma outra barra, com as secções. O lado direito é integralmente preenchido com publicidade. É ainda dado grande destaque à secção de blogues, integrados no próprio jornal.

Apenas depois de fazer um scroll pela página abaixo é que é possível encontrar as restantes notícias que preenchem a actualidade. A ocuparem o lado esquerdo e o centro, estas notícias não têm nada que as distinga: são todas do mesmo tamanho, não há títulos com tamanho maior que outros: a hierarquia é feita com base na posição das notícias – parte-se do princípio que as que estão mais acima são mais importantes.

Ao lado destas notícias, que têm uma pequena foto a ilustrar o tema e a indicação das visitas e dos comentários, há uma lista com as últimas notícias, e as notícias mais lidas/comentadas. No fundo, os blogues mais importantes também têm destaque.

Em termos gerais, o site do Sol apresenta algumas coisas interessantes. O facto de as notícias com maior destaque darem indicação de dá quanto tempo foram publicadas dá uma noção importante de actualidade. Porém, a primeira impressão é que conta, num jornal destes. E se, sem mexer o rato, só aparecem duas notícias, o cibernauta sente que falta variedade na página. Mesmo que faça o scroll, vai encontrar notícias sem qualquer noção flagrante de hierarquia, sem nada que lhe diga qual é mais importante que a outra.

Há uma grande pecha quanto ao multimédia: a única coisa que existe parecida, tirando a foto, já descrita, é uma galeria, no fundo da págia inicial, com mais fotografias e infografias. Estas últimas têm pouca actualização (já passaram mais de três semanas desde que a última foi produzida).

A estrutura das notícias, porém, está interessante. O grafismo é apelativo e o tipo de letra é agradável à leitura: espaçado, respira bem e não cansa o leitor.

O cartão de visita é mau; porém, o conteúdo do jornal, as notícias, chegam a ser interessantes.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Moda na UM: Casacos são peça indispensável






No Inverno, as preferências estilísticas dos estudantes da Universidade do Minho não seguem as tendências da moda. Numa rápida pesquisa feita no campus de Gualtar, percebe-se que, quando chega o frio, o importante é estar aconchegado, e não bonito. Os casacos são, assim, a peça a que mais alunos recorrem para se manterem protegidos do frio. Os feitios e padrões são diversos, mas o que importa mesmo é que sejam quentes: a maioria dos estudantes não gosta de usar muita roupa, daí que um casaco quente seja a melhor alternativa. O slideshow acima reflecte essa tendência.

Nuno Fonseca, estudante do 2º ano de Ciências da Comunicação da Universidade do Minho, diz que costumava combater o frio com muita roupa. “Cheguei a usar camisola interior”, admite, com algum embaraço. Actualmente, um bom casaco é suficiente. O material preferido é o cabedal, e o cachecol acompanha. O estudante diz que na hora de escolher a roupa, “as tendências da moda não interessam”.

Ricardo Rocha alinha pelo mesmo discurso: “No Inverno, o que interessa é estar quentinho”. O estudante do 4º ano de Direito apresenta-se com um casaco banal, discreto, e sem cachecol. Por baixo, apenas uma t-shirt.

Ana Isabel Moreira, do 3º ano de Psicologia já admite que gosta de complementar o tradicional casaco com cacehcóis coloridos, "para não ser tão sombrio", brinca. Com um kispo (que também resiste à chuva) branco, Isabel admite, porém, que quando sai à noite usa menos roupa: "normalmente só um vestido, ou um top". Ainda assim, "o casaco vai sempre por cima, para o caminho".


Filipe Sarmento, caloiro (1º ano) de Ciências da Comunicação, também gosta de casacos, mas tem preferências: "Gosto que sejam de marca, e que tenham pinta". Se for possível aliar as aparências ao conforto, este aluno fica "satisfeito". Também neste caso, o aluno apresenta-se apenas com casaco, t-shirt e cachecol.

Manuela Martins, do 4º ano de Relações Internacionais, assume que prefere gabardines. Neste ponto, está de acordo com Cidália Barros. Para além de serem casacos mais "compridos, que também protegem as pernas", os cachecóis combinam melhor. Ainda assim, se tivessem de escolher entre cachecol e gabardine ou casaco, a opção cairia "no casaco, definitivamente: é muio mais aconchegante".